domingo, março 28, 2010

Coisa de Jornalista #6 - A arte de escrever

A arte de escrever vai além de um simples exercício ou da prática cotidiana, como dizem alguns grandes jornalistas. Como escrever sem feeling? A alma de um grande escritor é translúcida, florescente, brilha no escuro. Suas palavras não precisam clamar para serem lidas, elas pulam aos seus olhos de tal forma a ser impossível que não ás veja e não ás admire. Não quero dizer que não escrevas só por não ter as estrelas nas pontas dos dedos, ou quero dizer com falsa modéstia que eu ás tenha, muito pelo contrário.

O bom escritor deve ter dentro de si uma criança incansável, questionadora, super ativa. Imaginação é a palavra-chave. Escrevas tu um poema, uma grande reportagem ou apenas uma notícia corriqueira. Imaginar além do fato. Enxergar além do que se vê. Assim espera-se de um grande autor, criatividade e suor. ‘Escrever é um suplício para quem gosta de escrever... Dá prazer ler um texto bem escrito. Escrevê-lo não dá prazer, dá trabalho’, disse Ricardo Noblat em um de seus livros que sem meias palavras fazem você se achar um ‘puta’ escritor ou mudar de profissão em fração de segundos.

Por que os jovens pseudo-escritores (assim como eu) adoram achar que tem um vocabulário super extenso e ficam usando palavras sob uma ornamentação barroca, do século passado, pensando assim em dar mais glamour à seus escritos? Simplicidade é a resposta para todas as perguntas. Simplicidade e clareza. Precisamos fixar na memória que nós não escrevemos para PhDs em nada, especialistas ou iniciados nesse ou naquele assunto, escrevemos para pessoas comuns, assim como eu e você.

Não vou me alongar demais, fica essa dica também, textos e frases grandes são cansativos, eu pelo menos me canso e largo pelo caminho das letras perdidas belos textos. O grande Vinicius de Moraes já dizia ‘Uma frase longa não é nada mais do que duas curtas’, resumindo, seja breve! Se puder contar uma história em 5 linhas por que contar em 10? Ser breve não implica em ser raso, vago, sem coerência. É ser conciso.
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Ps. Desculpa pelo atraso de não ter postado ontem emermada... os dias estão correndo e eu não tenho pique de maratonista para acompanhar.
Rafaela Ventura.
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sexta-feira, março 26, 2010

Colé de Mermo #6 - Salve Salvador


Rapidinhas Mermo

+ Se você é/ou conhece alguém dos mais diversos segmentos de Artes Visuais, fiquem ligados: Último dia para inscrições no Edital Salões Regionais de Artes Visuais da Bahia

+ Convocação pública para atendimento a iniciativa do Teatro de Rua. O objetivo é mapear essa rede artística para estabelecer uma política adequada de fomento aos grupos: Lançado cadastramento para Grupos de Teatro de Rua

+ Em comemoração aos 461 anos da cidade de Salvador uma série de eventos será realizado na cidade. Como, visita de historiadores à colégios públicos e projetos sociais levando grupos ao Centro Histórico da Cidade. Exposição Reviver Salvador, com fotografias dos séculos XVIII, XIX e XX, mostrando o desenvolvimento da cidade. já está em cartaz na galeria da Praça Pedro Arcanjo, fica até o dia 31/03. A programação completa você confere: Aniversário de Salvador será comemorado no Centro Histórico e nas bibliotecas

Informações: Plug Cultura

É Mermo! Salvador 461 ANOS!


Av. ACM


Vamos homenagear a cidade apresentando duas músicas antagônicas, sabemos muito bem que temos o lado bom e o lado ruim presente por aqui. Parabenizamos Salvador acreditando que possa desenvolver-se de forma mais equilibrada. 2010 é ano de eleição fiquem espertos!

Netinho - Prefixo de Verão/We Are The Carnaval/Um frevo novo


Inkoma(Pitty) - Salve Salvador - Letra


Estréia Nacional Mermo!

Os Inquilinos, filme nacional brasileiro com Ailton Graça, Caio Blat e Cássia Kiss. Conta a história da realidade de uma família de periferia que é alterada com a chegada de três jovens barulhentos que alugam a casa vizinha. Valter, Iara e seus dois filhos pequenos passam a dormir mal. Enquanto ele se atormenta com as mudanças no cotidiano de sua rua, Iara lhe parece cada dia mais bonita desde a chegada dos inquilinos. Vencedor dos prêmios de melhor roteiro e melhor atriz para Ana Carbatti(Iara) no Festival do Rio 2009.

Os Inquilinos - Trailer

Colé de Mermo dos Destaques do Final de Semana?!

Sexta-Feira (26/03/2010)

Noite Fora do Eixo – Instrumental! - A 2ª edição da festa conta com as bandas Camarones Orquestra Guitarrística (RN), Vendo 147 e Tentrio, em uma noite de rock instrumental, que conta ainda com a participação do DJ Big Bross. 2º piso da Boomerangue – R. da Paciência, 307, Rio Vermelho. R$ 5 (até a meia-noite) e $ 10 (após a meia-noite). A partir das 23h. 18 anos.

Forró da AABB 2010 - Continua, neste fim de semana, a série de shows de forró no clube, que vão até o São João. Adelmário Coelho é o anfitrião da festa, que convida, Forrozão e Seu Maxixe. Associação Atlética do Banco do Brasil (AABB) – Piatã. R$ 30. A partir das 22h.

Alegria de Viver - Texto: Deborah Moreira. Direção: George Mascarenhas. Com: Deborah Moreira e George Mascarenhas. Inspirada na obra do pintor Matisse, espetáculo multimídia conta a história de um escultor que deseja se desfazer do seu passado e de suas obras. Revoltada, uma escultura ganha vida para reinvindicar. Teatro Sesi – Rio Vermelho (3334-4698). R$ 20 e R$ 10. Às 20h.


Sábado (27/03/2010)

Rosa de Saron - A banda de rock católico, apresenta o show do DVD Rosa de Saron Acústico e Ao Vivo. Estádio Municipal Reitor Edgar Santos – Centro, Simões Filhos - R$ 25 (casadinha), R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia). Às 19h.


Toquinho e MPB4 - O espetáculo será uma síntese da trajetória desses artistas, que homenagearão Vinicius de Moraes, principal parceiro de Toquinho e Chico Buarque, que já chegou a considerar-se o “MPB-5”. O público poderá reviver sucessos e ainda curtir histórias da MPB contadas com graça, humor e com uma dose de picardia. Teatro Castro Alves – Campo Grande. R$ 150 e R$ 75 (Filas A a P), R$ 120 R$ 60 (Q a Z) e R$ 100 R$ 50 (Z1 a Z11). Às 21h.


Zezé de Camargo e Luciano - Marcando o o encerramento oficial da Liquida Salvador 2010, a dupla faz show neste sábado. Durante o evento, serão sorteados para os participantes da Liquida um utilitário esportivo Honda CR-V, três Celtas e dez motocicletas. Wet'n Wild. R$ 60 (inteira) e R$ 30 (meia). Às 21h.

Um Caso de Língua - Texto: colagem. Direção: Carmem Paternostro. Com Urias Lima. O espetáculo faz um mosaico da formação do português brasileiro, a partir das influências de três matrizes lingüísticas: africana, portuguesa e tupi. Integra a I Edição da Mostra de Monólogos. Teatro Gamboa Nova – Gamboa (3329-2418). R$ 10 e R$ 5. Às 20h.


Domingo (28/03/2010)

Maglore / Suinga - A Maglore faz sua mistura entre rock e sons latinos, em especial brasileiros. Já Suinga faz releitura de gêneros do Carnaval (partindo da década de 1970) e da música popular. World Bar – Barra (8744-7484). R$ 10. A partir das 18h.

O Círculo - A banda convida Kayman e Biosônica para o último dia do projeto O Círculo Convida. Boomerangue – Rio Vermelho (3334-5577). R$ 9,99 (sem taxa de consumação). A partir das 17h. 18 anos.

Samba D‘Ju - A banda feminina encerra o domingo com samba no Botequim São Jorge – Rio Vermelho (3334-8181). R$ 10. A partir das 18h.

O Sapato do Meu Tio - Texto e atuação: Lúcio Tranchesi e Alexandre Luis Casali. Direção: João Lima. Tio começa a ensinar a arte do palhaço para o sobrinho, revelando uma relação de poucas palavras, mas cheia de respeito, humor e muita poesia. Teatro Sesc Casa do Comércio – Av. Tancredo Neves(3273-8732). R$ 30 e R$ 15. Às 20h.
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quinta-feira, março 25, 2010

Pregadas #5 - O futuro, o amanhã e o próximo segundo


Ultimamente tenho me perguntado qual a minha missão na Terra. Por que e pra que estou aqui. Qual o objetivo da Providência em confiar a mim a minha própria vida. Sigo buscando sinais, tentando encontrar respostas a partir dos estímulos que me propõem. Descobrindo que as coisas, os fatos e as pessoas simplesmente passam a existir, mesmo tendo estado o tempo todo ali diante dos meus olhos. Diante desses espelhos que reproduzem imagens que se eternizarão bem como outras que desaparecerão ao longo da vida simplesmente deixando de existir, mesmo estando o tempo todo ali diante dos meus olhos. Vez ou outra elas voltarão a ser refletidas disfarçadas de passado, encarnadas em lembranças e perpetuadas sob o nome de experiência. Essas imagens representam tudo o que nos é permitido resgatar de tudo aquilo que já não há; que o tempo levou. Paradoxalmente, acredito que tudo que há de real é aquilo que não podemos tocar, porque a matéria segue obedecendo a Lavoisier, mas ele nunca poderá transformar o que se solidificou na abstração. Apesar de tão significante, não é o desafio superado que me preocupa. É a sensação de impotência diante de um inimigo que não para: o tempo. Afirmo que não há nada mais desesperador que a incerteza do próximo segundo. Só nos é dado o poder de saber o que soubemos, mas nunca saberemos o que vamos saber. Nunca nos livraremos da dúvida quanto a sequência cronológica incessante de segredos a serem revelados, mas que por enquanto se escondem por trás das fronteiras do futuro.Viver é como romper barreiras. O presente é onde você está, mas não está mais. Viver, de fato, é alternar os mundos revezando personalidades paralelas e ao mesmo tempo individuais. É ser o mesmo "eu" que existiu, convivendo com o "eu" existente e que já não existirá diante do "eu" que está por vir. Viver o presente, então, é estar milimetricamente equilibrado onde os dois buracos negros nunca poderão te sugar. Estar no presente é estar sempre no mesmo lugar, estando sempre em lugares diferentes. É poder ser uma infinidade de vidas dentro da mesma vida que morre e ressuscita a cada faísca de tempo que se vai. Enquanto o passado precisa ser para não ser, o futuro há de não ser para que seja. O presente é o estado iminente de uma mistura homogênea. O ser e o não ser coexistindo instantaneamente. Presente é vida e morte, é feto e caveira, antes e depois. Pensamentos que desviam-se de rumo e cessam antes mesmo de se chamarem ações. Não sei! Se sou, se serei... Se sei, se não sou, se fui, se seria... Se sempre serei, se "nunca serão". Mas nunca sei com certeza se "ser ou não ser" é a questão.
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sábado, março 20, 2010

Coisa de Jornalista #5 - NewJazz Baiano.

Nascido do blues, das work songs dos trabalhadores negros norte-americanos, o jazz passou por uma extraordinária sucessão de transformações no século XX. É notável como essa música se modificou tão profundamente durante um período de apenas um século. A evolução histórica do jazz, assim como da literatura, das artes plásticas e da música clássica, segue um padrão de movimento pendular, com tendências que se alternam apontando em diversas direções muitas vezes opostas.


Salvador é um balaio de diversidade musical. Cabe em todos os cantos um instrumento diferente, uma batida inusitada. São quereres e formas singulares de mostrar sua essência musical. O jazz não escapa desse tabuleiro! O BOOM do jazz baiano para minha geração dos 20 e poucos anos, me arrisco a dizer, foi apartir das JAM SESSION no Museu de Arte do Moderna (MAM) com Ivan Huol. Uma junção perfeita de boa música, uma bela vista e pessoas interessantes. No verão o JamNoMam vira ponto turístico, pessoas de todo o país se deleitam com aquela música cheia de improviso que mais parece ter sido ensaiada semanas a fio. Outra vertente do jazz conteporâneo baiano vem com o cantor Beto Black, chegando no mercado com o disco 'Dias Livres', com uma batida e uma voz daquelas que entram no ouvido sem fazer esfoço, sabe? Gosto dessa mistura, de ousar nas composições, nos ritmos. Quando questionado sobre a escolha do Jazz como seu estilo musical, Beto diz não temer as opiniões divergentes e acredita sim que há espaço para o Jazz na Bahia e no Brasil.


“Eu tenho experiência com outros estilos musicais, aprendi muita coisa e já trabalhei com muita gente boa, mas minha essência é outra. Eu acredito que sempre haverá espaço para música de qualidade, seja ela qual for, esteja ela onde estiver.” Disse Black.


Para aqueles que pensam que Jazz é coisa do passado, Salvador ta aqui para mostrar que Jazz pode sim ser totalmente 2010!


Agenda:

>>>> Beto Black toca hoje (20/03), na Mega Store da Saraiva. Já o jazz no MAM acontece todo sábado, assim que o sol se deita no Museu de arte moderna.
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Jazz para nossos ouvidos!
Té sábado que vem, Emermada.
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sexta-feira, março 19, 2010

Colé de Mermo #5 - Rosa Fubá

É Música Mermo

A banda legitimamente baiana, Pirigulino Babilake, está em fase de pré-produção do seu CD, Rosa Fubá. Prometido ainda para esse semestre, traz músicas de autoria própria compostas por Pietro Leal(vocalista) e parcerias com seus integrantes ou colegas de música. Tem na proposta de seu som, resgatar o som originalmente da Bahia. Como eles mermo dizem, coisa que não se vê desde o tempo do Tropicalismo e do Novos Baianos. Além de Pietro (voz e violão), o time é formado por Guto Miranda (guitarra), Davi Brandão (guitarra), Vinicius Nunes (contrabaixo e vocais) e Gugu Pinto (percussão e vocais).


Já está disponível a PROMO do cd Rosa Fubá. DOWNLOAD

Acesse o Site Oficial.

E encontre a Pirigulino Babilake nas diversas redes sociais. AQUI

Pirigulino Babilake em apresentação no Soterópolis


Estréia Mermo

Denzel Washington reaparece em O Livro de Eli. A estória é o seguinte, em um futuro não muito distante, cerca de 30 anos após o término de uma guerra, um homem solitário cruza a paisagem devastada da América do Norte. Cidades abandonadas, viadutos destruídos, crateras no solo — ao seu redor, as marcas da destruição catastrófica. Não há civilização aqui, nem lei. As estradas pertencem a gangues que matariam um homem pelos seus sapatos, por um gole dágua ou simplesmente por nada. Então Eli (Denzel Washington)atravessa os EUA para proteger um livro que guarda os segredos da salvação da humanidade.

Trailer - O Livro de Eli


Colé de Mermo dos Destaques do Final de Semana

Sexta-Feira (19/03/2010)

Formidável Família Musical - O grupo apresenta algumas músicas novas e antigas. A banda Maglore abre a noite com seu rock tropical. 2º piso da Boomerangue – Rio Vermelho (3334-5577). R$ 20. A partir das 23h. 18 anos.

Forró da AABB - Continua, neste fim de semana, a série de shows de forró no clube, que vão até o São João. Adelmário Coelho é o anfitrião da festa, que convida, Forrozão e Tatau. Associação Atlética do Banco do Brasil (AABB) – Av. Orlando Gomes, 1.904, Piatã. R$ 30. A partir das 22h.


Sábado (20/03/2010)

Vanessa da Mata / Mariana Aydar / D. Ivone Lara / Mallu Magalhães - Capitaneado por Vanessa da Mata, o projeto Mulheres Brasileiras traz os quatro ícones femininos de diversas gerações da música brasileira para show conjunto na Concha Acústica do Teatro Castro Alves. R$ 60 e R$ 30. Às 19h.

Forró Encosta N'eu - Em ritmo junino, a festa conta com os shows dos grupos Estakazero, Parangolé e Forró do Muído, além dos cantores Tomate e Jau. Wet'n Wild – R$ 120 e R$ 60 (camarote); R$ 60 e R$ 30 (pista). A partir das 20h.

Márcio Mello - O cantor e compositor apresenta o show do seu mais novo álbum, Solitário Punk. A noite ainda terá a discotecagem do DJ Pinguim, residente da casa. Groove Bar - Barra (3267-5124). Às 22h. R$ 20. 18 anos.


Domingo (21/03/2010)

Samba Salvador - O evento reúne grandes nomes do gênero, como Rodriguinho, Alexandre pires, Sampa Crew, Harmonia do Samba, Psirico e Cupim na Mesa. Wet'n Wild – Av. Paralela, s/n (3451-4440). R$ 120 e R$ 60 (camarote); R$ 110 (casadinha camarote) e R$ 60 (casadinha pista); R$ 70 e R$ 35 (pista). A partir das 12h.

O Círculo - A banda baiana recebe os grupos Enio e A Maloca e Soteropolitanos como convidados especiais no projeto O Círculo Convida. Boomerangue - Rio Vermelho (3334-5577). R$ 9,99. A partir das 17h.
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quarta-feira, março 17, 2010

Êta, Bahia Porreta! #6 - Uri Valadão (O Baiano Voador)

Nome:
Uri de Medeiros Valadão

Idade:
25 anos

Natural:
Salvador-BAHIA

Família:
Filho caçula de Edison Valadão, um gaúcho. E de Cleide Medeiros, uma alagoana. Tem dois irmãos.

Seus pais através de uma reportagem sobre parto na água, decidiram que ele nasceria assim. Fator que pode ter contribuído muito para o que Uri iria se tornar.

Ao Mar:
Desde a infância sempre próximo a natureza e visitando os mais diversos locais paradisíacos da Bahia e do Brasil, teve seu primeiro contato com a prancha aos 8 anos de idade. Seus irmãos que já pegavam onda, facilitaram sua iniciação no esporte.



Despontando:
Com 12 anos, na praia da Terceira Ponte, surgiram duas pessoas querendo formar uma escolinha de bodyboarding. Uma delas permanece ao seu lado até hoje, Márcio Torres, seu instrutor e um dos grandes responsáveis pelo seu desenvolvimento no esporte.


A partir desse encontro o que vemos é uma história de muitos títulos. Toda a lista vocÊ confere direto de seu site oficial. Destacando alguns títulos como:

1999 - Campeão da 2ª Etapa do Circuito Brasileiro de Bodyboarding – Mirim
2001 – Campeão Brasileiro Amador
2002 - 4º colocado no ISA WORLD SURFING GAMES (Olimpíadas do Surf) - África do Sul
2003 - Campeão Brasileiro Profissional / Vice-campeão Mundial WQT (World Qualyfining Tour)
2004 - Campeão do Rio das Ostras Super Pró - Etapa do Mundial WQT e do Circuito Brasileiro
2005 - Campeão Latino-americano
2006- Tri-campeão brasileiro / Top 4 do Mundo
2007 - Campeão da última Etapa do Mundial em Ilhas Canárias / Vice-campeão Mundial


Em 2008, após o Tetra-Campeonato Brasileiro e o Tri-Campeonato Latino Americano, Uri chega ao seu principal obejtivo:

CAMPEÃO MUNDIAL DE BODYBOARDING PROFISSIONAL!



Na Ponta:
Esse mês, foi eleito o 3º melhor atleta do mundo pela revista Vert. Uma revista portuguesa especializada, e uma das mais conceituadas do mundo além de ser uma das mais antigas no mercado. Anualmente ela faz uma enquete com os leitores onde são escolhidos os melhores atletas da atualidade.

Paralelamente:
Cursando a faculdade de Biologia, onde tem muita identificação e como forma de retribuir à natureza sua paixão. Pretende dar sua contribuição em tudo que envolve sua preservação. E pensa ainda em realizar projetos sociais para ajudar os mais carentes a chegar pelo menos próximo dos seus sonhos.

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sábado, março 13, 2010

Coisa de Jornalista #4 - Brigadeiro a Dentro


Assumo sou viciada mesmo! Minhas tardes pós-colégio na infância não tinham a menor graça sem ele.





Foi na eleição que Eduardo Gomes disputou com Dutra, logo após a deposição de Getúlio, em 45, que ele surgiu. Eduardo Gomes fora um dos tenentes de 30 e um dos heróis do episódio dos ''18 do forte'', era o candidato da União Democrática Nacional, UDN. A eleição acabou sendo ganha pelo candidato do PSD e PTB, Eurico Gaspar Dutra, mas quem recebeu homenagem virando um dos doces mais queridinhos do Brasil não foi ele. A versão mais conhecida diz que o nosso brigadeiro foi em homenagem ao brigadeiro Eduardo Gomes. Falam que o tal do brigadeiro era um homem muito bonito, garboso, esguio e cheio de classe que arrancava suspiros das mulheres por onde passava. E graças então ao tal brigadeiro, o candidato, que temos hoje o nosso brigadeiro: o doce.
A história que se ouve por ai, sem grandes relatos que comprovem a veracidade de tais fatos, é que havia racionamento de açúcar, ovos e leite no Brasil naquela época. Então alguém quis fazer um doce e, teve a grande idéia de misturar leite condensado com chocolate. Esses docinhos eram vendidos por um grupo de fãs para promover a candidatura do Brigadeiro Eduardo. Com isso elas usavam um slogan dizendo que aqueles eram 'os docinhos preferidos do brigadeiro’, e assim deu-se o nome em homenagem ao candidato.
O doce feito com leite condensado, margarina e chocolate em pó virou mania e foi passado de geração em geração. Hoje o brigadeiro é um dos doces mais conhecido da culinária brasileira. Sua elaboração, embora simples, pressupõe o domínio de certos truques para dar o ponto. Mas cá entre nós, para um brigadeiro ficar ruim, só queimando! Pela praticidade do doce, ele se popularizou com rapidez e hoje é o grande convidado das festas de criança, das reuniões entre amigos, das tardes de filmes, dos namorados apaixonados... Quem não tem uma boa história pra contar na companhia dele?!

(Porque eu me lembrei de brigadeiro uma hora dessa? Ponto um, tem uma grife lançando uma coleção inteira inspirada nele, ponto dois, eu amo brigadeiro, ponto três: brigadeiro não tem hora!)



Brigadeiro para todos, até mais.
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É EXTRA Mermo! - Inauguração do Metrô de Salvador

Como esse fato passou de forma tão discreta, sendo que toda cidade sabe o quanto é necessário essa alternativa no transpote público e coletivo?

Ah! Com certeza muitos nem lembram mais desse projeto. Aliás, diante de tamanha incompetência o elefante branco já se tornou parte da "paisagem" de nossa maltratada Salvador.



por JuANiTo.
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sexta-feira, março 12, 2010

Colé de Mermo #4 - Enquanto Sós Na Ilha do Medo

Lançado semana passada o novo clipe da banda baiana Maglore. As gravações foram ambientadas no Estúdio Casa das Máquinas (Rio Vermelho). Esse é segundo clipe da Maglore em 6 meses. O primeiro foi Lápis de Carvão.

Maglore – Enquanto Sós


Estréia Ilha do Medo nesta Sexta-Feira, com Leonardo DiCarpio.

Sinopse: Em 1954, o detetive Teddy Daniels(Leonardo DiCaprio) investiga o desaparecimento de uma assassina, que fugiu de um hospital psiquiátrico e está supostamente foragida na remota Ilha Shutter.


Ilha do Medo – Trailer

Colé do Fim de Semana?

Sexta-Feira - 12/03/2010

Música

Adelmário Coelho / Zelito Miranda / Carlos Pita - Os três artistas, e mais Virgílio, Keops e Cira (Banda Lua Cheia), são algumas das atrações da noite de forró do Pelô. Largo do Pelourinho – Pelourinho, Centro Histórico. A partir das 19h.

Didá - O grupo percussivo dá prosseguimento ao projeto Vem Pra Didá, Vem Pro Pelô. Com participação da cantora Ana Paula Albuquerque. Largo Tereza Batista – Pelourinho, Centro Histórico. R$ 5. Às 20h.

Coliseu do Forró, Tio Barnabé - 22h - R$ 15 – Patamares

Estakazero / Val Macambira - Com participação especial de Norberto Curvelo (Cangaia de Jegue), a banda e o cantor de forró fazem show no Largo Pedro Archanjo – Pelourinho, Centro Histórico, Sexta, 12, a partir das 19h.

Teatro

Siricotico, Uma Comédia do Balacocaco - Direção: Fernanda Paquelet. Cia. Baiana de Patifaria. Os atores Lelo Filho, Jarbas Oliver, Nilson Rocha e Alexandre Moreira vivem 21 personagens numa história que narra as aventuras da trupe teatral Os Tartufos, formada por atores mambembes. Teatro do Isba - Ondina (4009-3689). R$ 30 (sex e dom) e R$ 40 (sáb). Sexta a domingo, 20h.

Os Cafajestes - Direção: Fernando Guerreiro. Texto adaptado: Aninha Franco. Com Renato Fechine (Onório – o marido traído), Marcelo Timbó (Alencar – o bom moço sedutor), Rafael Medrado (Estevão – o barra pesada e machista radical) e Daniel Rabelo (Alfredinho – o malandro bom de papo). Comédia musical sobre o universo machista. Teatro Módulo - Pituba (2102-1392). R$ 50 e R$ 25 (sex). Sexta, 21h; sábado e domingo, 20h.

Pedaço de Mim - Direção: Antônio Marques. Com: Denise Correia, Jones Motta, Josi Varjão, Leonardo Freitas e Lívia França. Músicas de Chico Buarque são fio condutor da história de uma mulher que se torna cantora de cabaré. Sala do Coro do Teatro Castro Alves – Campo Grande (3117-4899). R$ 20 e R$ 10. Sexta a domingo, 20h.

Exposição

Coleção MAM-Ba 50 Anos de Arte Brasileira - Museu traz 86 obras de seu acervo, que ilustram momentos chave da história da arte brasileira nos últimos 50 anos. MAM – Av. Contorno, s/n, Solar do Unhão (3117-6141). Terça a domingo, das 13h às 19h; sábado das 13h às 21h. Entrada franca.

Fragmentos: Artefatos Populares, o Olhar de Lina Bo Bardi - Coleção de objetos representa cultura do Nordeste, com peças da Bahia, Pernambuco e Ceará. Centro Cultural Solar Ferrão – R. Gregório de Mattos, 45, Pelourinho (3117-6380). Terça a sexta, das 10h às 18h; sábado, domingo e feriados, das 13h às 17h. Entrada franca.

Pelos Caminhos de Salvador - Exposição sobre a urbanização, crescimento e modernização de Salvador. Museu Tempostal – R. Gregório de Mattos, 33, Centro Histórico (3117-6382). Terça a sexta, das 10h às 18h; sábado e domingo, das 13h às 17h. Entrada franca.


Sábado - 13/03/2010

Música

Projeto Espicha Verão – Barbaritto Torres, estrela do Buena Vista Social Clube - Rumpillez – Gerônimo – Orquestra Fred Dantas - Praia Porto da Barra – A partir das 20h30m.

Bob Marley Day - Homenagem ao rei do reggae com os shows das bandas internacionais Groundation e Israel Vibration, das nacionais Planta & Raiz e Mato Seco, além das locais Kayman, Sine Calmon, Diamba, Red Meditation, Aroots e Semente da Paz. Coqueiral da Praia de Ipitanga – Lauro de Freitas. R$ 40 (camarote) e R$ 20 (pista). Abertura dos portões será às 18h. Dia 13 de março.

Camisa de Vênus - Grupo faz apresentação extra antes de partir em grande turnê nacional. Groove Bar – R. Marques de Leão, 351, Barra (3267-5124). R$ 30. A partir das 23h.

Jam no MAM - Ivan Huol, Ivan Bastos, Paulo Mutti, André Magalhães, André Becker, Rowney Scott e Orlando Costa recebem convidados especiais, durante as apresentações. Estacionamento inferior do Museu de Arte Moderna – Solar do Unhão, Av. Contorno (3241-2983). R$ 5 e R$ 2,50. A partir das 18h.

Baile Esquema Novo - A sua discoteca de música brasileira! 23h - R$15 - Boomerangue - Rio Vermelho

Coliseu do Forró, Flor Serena - 22h - R$ 15 - Patamares

Circo

Circo Picolino 25 anos - Direção: Fulanas Cia de Circo. Com Carol Guedes (Kerozene), Luana Serrat, Nana Porto, Bia Simões, Binho, Wellington, Bimbinho e convidados. A palhaça Kerozene é a condutora da série de espetáculos em comemoração dos 25 anos do Circo Picolino traz, que também conta com números de malabares, trapézio e acrobacia. Neste sábado, os convidados especiais são o Bando do Teatro Olodum e os clowns Demian Reis (Tezo) e Felícia de Castro (Bafuda). Circo armado na Av. Otávio Mangabeira, próximo à entrada do Parque de Pituaçu. R$ 20 e R$ 10. 20h.

Teatro

Fernando Pessoa - Direção e atuação: Marcos Machado. Monólogo faz releitura da vida e da obra de Fernando Pessoa., um dos maiores nomes da poesia moderna de Portugal. Mostra Fernando Pessoa antes de tudo como ser humano, independentemente de sua qualidade de gênio, numa ânsia de buscar o significado da existência. Ciranda Café, Cultura & Artes – R. Fonte do Boi, Rio Vermelho (3012- 3963). R$ 20 e R$ 10. Sáb e dom, 21h.

Domingo - 14/03/2010

Música

Maria Gadú – Concha Acústica do TCA -(71 3535-0600). Ingressos (inteira): R$ 50 (os primeiros 3.000) e R$ 60. Às 19 horas.

O Círculo Convida - Com O Círculo, Maglore e Neologia - 17h - Couvert: 9,99 (sem taxa de consumação) - Boomerangue - Rio Vermelho.

III Lavagem do Alto do Gantois - Após o cortejo, que parte às 11h da igreja de São Lázaro, acompanhado pelo Afoxé Filhos de Gandhy, haverá shows de Juliana Ribeiro, Bambeia Neto Balla, Eu Quero É samba, Samba de Roda Urbano, Robson do Samba Fama e Meninos do Dendê. Alto do Gantois, 33, no bairro da Federação. Às 12h30.


Fonte da Agenda: A Tarde
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quinta-feira, março 11, 2010

Pregadas #4 - 2012


Esse texto, nessa coluna, tem um 'q' de metalinguística. Tentando encontrar a mim mesmo, me deparei com o universo e quis descrevê-lo. Então pensei: Como descrever (circunscrever) o universo, baseado apenas no que aprendi? Como transmitir a idéia do infinito, embasado no conhecimento finito? Como eu, pobre leigo, posso querer explicar ?
Foi ai que tive uma idéia. Meu conhecimento é finito, mas a minha alma não! Como durante esses anos, consegui aprender o que aprendi e já que vontade de aprender não me falta, conclui que, o que preciso é de tempo. Assim, ao invés de limitar o universo e compará-lo ao finito do meu conhecimento, resolvi me aliar ao tempo e criar um texto sem fim para tratar, justamente, sobre o fim do mundo.
Não sei porque desde muito pequeno, eu sempre fui fascinado pelo universo. Quando ainda não conhecia o pouco que conheço de mim hoje e minha relação com os humanos se restringia ao círculo familiar e alguns coleguinhas da escola, sonhava em ser astronauta. Esqueci essa idéia quando descobri que precisaria ser verme na matemática e na física. Pra falar a verdade, eu e as exatas vivemos realidades distintas. Hoje eu sei que os cálculos são úteis e tais leis fazem algum sentido, mas essa tarefa não cabia a mim, definitivamente.
Foi nessa época, enquanto descobria a matemática, que ouvi falar pela primeira vez no fim do mundo. Era também a primeira vez que ouvia falar num tal de Nostradamus. No auge da polêmica sobre os cálculos do vidente, a virada do século e o início de um novo milênio, surgia o temor mundial da extinção da raça. Confesso que criei expectativa apesar de algo dentro de mim me dizer pra ficar tranquilo. Aquilo não iria acontecer. E não aconteceu.
Uma década depois, volta a tona, a mesma história. Dessa vez, porém, as especulações são baseadas em cálculos científicos, astronômicos, filosóficos, espirituais, históricos ou qualquer outra ciência que você quiser citar. Inclusive a ufologia e as religiões com suas infinitas interpretações. O fato é que dessa vez há uma semi-unanimidade entre os estudiosos de diversas áreas, que o nosso planeta vai passar por uma transformação brusca no ano de 2012. Os evangélicos são convictos de que Jesus voltará, como as civilizações antigas acreditavam, em suas épocas, que os "extraterrestres" com os quais mantiveram contato e um intercâmbio de informações valiosíssimas, voltariam por sua vez. Outras culturas, dizem que há muito estamos sendo observados pelos alienígenas, como algumas vertentes religiosas dizem que o Cristo está entre nós.
2012 se aproxima com a mesma velocidade em que vejo os meus dias passarem. Tanto religião como ciência concordam que algo está por vir. Mas de que forma essa transformação se dará? O que poderia, eu, esperar do que o futuro nos tem reservado?
Pesquisando sobre o assunto, encontrei estudos e teorias interessantes que por hora, me fazem todo o sentido. Há um grupo de estudiosos, chamados gnósticos (de gnose, que literalmente significa "conhecimento"), que usando dados históricos, científicos e argumentos religiosos puros e aprofundados, explicaram o iminente período de renovação da Terra.
Resumidamente, o nosso Sistema Solar é o 'sétimo sol' do sistema das Plêiades em órbita de uma estrela maior chamada Alcione. Assim como a Terra gira em torno do Sol, o nosso Sol gira em torno de Alcione, como podemos ver na imagem.
Alcione, por sua vez, possui ao seu redor um gigantesco anel elíptico de radiações em posição transversal do plano das órbitas dos sóis e seus sistemas solares. O alcance do disco energético é de centenas de anos-luz. Logicamente, todos os sistemas solares terão obrigatoriamente de cruzar o anel ou disco de radiações. A velocidade é diferente, portanto demoram tempos diferentes. O nosso Sistema Solar de Ors, devido à sua posição dentro das órbitas de Alcione, demora cerca de 2 mil anos para atravessar o anel alciônico. Segundo Hesse, a poderosa energia radiante do anel de Alcione provoca a decomposição ou o rompimento dos elétrons. Essa fissão eletrônica é desconhecida ainda pela ciência atual.
Os gnósticos acreditam que quando o planeta Terra, juntamente com todo o nosso sistema, penetrar nestas radiações, serão excitadas todas as moléculas e todos os átomos de todos os corpos existentes, sofrendo estes uma transformação de magnitude imprevisível. O mais notável é que a excitação molecular criará um tipo de luz constante, porém, sem calor. Luz atérmica (sem calor) que não produz sombras de tal forma que nem nas cavernas mais profundas nem nas zonas abissais existirá obscuridade e, naturalmente, no interior do homem também não haverá obscuridade, trevas. Toda matéria em seu inteiro será iluminada ocasionando mudanças em todas as manifestações da vida. Surgirá vegetação antes desconhecida e rica em teor nutritivo e sabor.
Este fenômeno ocorre a cada 10 mil anos, com o qual se explica a época glacial, cataclismos causadores de modificações geográficas e da própria vida. Os anéis de Alcione nos trarão grandes benefícios, mas também produzirão grandes calamidades inicialmente, como já começamos a perceber.
Muitos escarneceram quando a Tsunami devastou a Indonésia e se mantiveram incrédulos quando souberam do terremoto no Haiti. Mais recentemente, outro terremoto abalou o Chile e atingiu São Paulo. As calamidades estão cada vez mais próximas. O calor insuportável de Salvador, a atmosfera densa 'irrespirável' da capital baiana e as tempestades que ultimamente têm deixado os evangélicos eufóricos e temerosos quanto ao "juízo final".
Na obra 'A gênese' , cap. XVIII, do seu pentateuco, datado (vejam bem) de 1868, Allan Kardec diz que a regeneração da humanidade não será um transtorno às leis da natureza, mas o seu próprio cumprimento. Diz ainda que o nosso globo, como tudo o que existe, esta submetido à lei do progresso. Ele progride, fisicamente, pela transformação dos elementos que o compõem e, moralmente, pela depuração dos Espíritos encarnados e desencarnados que o povoam. Ambos esses progressos se realizam paralelamente, porquanto o melhoramento da habitação guarda relação com o do habitante. Fisicamente, o globo terráqueo há experimentado transformações que a Ciência tem comprovado e que o tornaram sucessivamente habitável por seres cada vez mais aperfeiçoados. Moralmente, a Humanidade progride pelo desenvolvimento da inteligência, do senso moral e do abrandamento dos costumes. Ao mesmo tempo que o melhoramento do globo se opera sob a ação das forças materiais, os homens para isso concorrem pelos esforços de sua inteligência. Saneiam as regiões insalubres, tornam mais fáceis as comunicações e mais produtiva a terra.

De duas maneiras se executa esse duplo progresso: uma, lenta, gradual e insensível; a outra, caracterizada por mudanças bruscas, a cada uma das quais corresponde um movimento ascensional mais rápido, que assinala, mediante impressões bem acentuadas, os períodos progressivos da Humanidade. Esses movimentos, subordinados, quanto às particularidades, ao livre-arbítrio dos homens, são, de certo modo, fatais em seu conjunto, porque estão sujeitos a leis, como os que se verificam na germinação, no crescimento e na maturidade das plantas. Por isso é que o movimento progressivo se efetua, às vezes, de modo parcial, isto é, limitado a uma raça ou a uma nação, doutras vezes, de modo geral.
A Humanidade tem realizado, até ao presente, incontestáveis progressos. Os homens, com a sua inteligência, chegaram a resultados que jamais haviam alcançado, sob o ponto de vista das ciências, das artes e do bem-estar material. Resta-lhes ainda um imenso progresso a realizar: o de fazerem que entre si reinem a caridade, a fraternidade, a solidariedade, que lhes assegurem o bem-estar moral. Não poderiam consegui-lo nem com as suas crenças, nem com as suas instituições antiquadas, restos de outra idade, boas para certa época, suficientes para um estado transitório, mas que, havendo dado tudo o que comportavam, seriam hoje um entrave. Já não é somente de desenvolver a inteligência o de que os homens necessitam, mas de elevar o sentimento e, para isso, faz-se preciso destruir tudo o que superexcite neles o egoísmo e o orgulho.
Mais adiante, ele comenta: "Para que na Terra sejam felizes os homens, preciso é que somente a povoem Espíritos bons, encarnados e desencarnados, que somente ao bem se dediquem. Havendo chegado o tempo, grande emigração se verifica dos que a habitam: a dos que praticam o mal pelo mal, ainda não tocados pelo sentimento do bem, os quais, já não sendo dignos do planeta transformado, serão excluídos, porque, senão, lhe ocasionariam de novo perturbação e confusão e constituiriam obstáculo ao progresso. Irão expiar o endurecimento de seus corações, uns em mundos inferiores, outros em raças terrestres ainda atrasadas, equivalentes a mundos daquela ordem, aos quais levarão os conhecimentos que hajam adquirido, tendo por missão fazê-las avançar. Substituí-los-ão Espíritos melhores, que farão reinar em seu seio a justiça, a paz e a fraternidade."
É, sob esse molde que a renovação da raça humana se dará. As catástrofes naturais simbolizam um tipo de limpeza, mortes (partidas) coletivas que serão subtituídas por espíritos mais elevados a atuarem sobre a nova Terra. São as crianças indigo e cristal.
Como já podemos observar, as crianças têm nascido cada vez mais inteligentes, contestadoras e brilhantes. Não seria esse, mais um sinal da renovação evolutiva do Planeta?
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quarta-feira, março 10, 2010

Êta, Bahia Porrêta! #5 - Maria Bethânia

Nome:
Maria Bethânia Vianna Telles Veloso, por Caetano Veloso (então com 4 anos de idade) infulência de uma música de Nelson Gonçalves.

Geminiana:
De 18 de Junho. Hoje aos seus 63 anos.

Terra Natal:
Santo Amaro da Purificação - Bahia

Infância:
Filha de seu Zeca Veloso e da mística Dona Canô. Sempre convivendo com seus irmãos Rodrigo, Roberto, Caetano, Clara, Mabel, Nicinha e Irene, já demonstrava a sua força dramática, a determinação, a energia transposta. Queria ser atriz, representar nos palcos as pequenas grandes coisas da vida. Motivada pela mágica atmosfera da arte em sua casa, logo descobriu a leitura do mundo em suas cores, gestos, palavras e sons.

Em Salvador:
Aos 13 anos, chega à capital, contra sua vontade, para terminar os estudos. Ao lado de seu irmão Caetano, não imaginava que na movimentada e criativa vida cultural de Salvador fosse encontrar o primeiro palco de sua vida.

Começa então a inserir-se ná fervente cidade borbulhando de inquitações culturais, seja na Escola de Teatro da UFBA, seja nas artes plásticas, ou nos grupos de cinema, shows de música, movimento estudantil. Tudo acontecendo naquele início da década de 60.

Primeira vez:
Em 63, Caetano é convidado por Alváro Guimarães para musicar a peça Boca de Ouro, de Nelson Rogdrigues. Abrindo a apresentação, Bethânia sobe ao palco para cantar Na Cadência do Samba.

No mesmo ano, junto com seu irmão, conhecem Gilberto Gil, Gal Costa, Tom Zé entre outros. Passando a trabalhar juntos em diversas apresentações. Todos influenciados pela bossa, chamada de nova, de João Gilberto.

Para o Brasil:
Era 1964, apesar do golpe militar, onde parecia que irião se extinguir toda forma de expressão cultural. O contrário acontece, forças de resistência e núcleos de criação multiplicam-se. Um momento histórico estava por vir. O Show Opnião, escrito e produzido por Oduvaldo Vianna Filho, Ferreira Gurllar, Paulo Pontes e Armando Costa e dirigido por Augusto Boal, estréia trazendo Nara Leão como intérprete, com João do Vale e Zé Kéti como compositores. Nara então adoece e no dia 13 de fevereiro a jovem cantora nordestina, a substitui, arrebatando público e crítica.

Maria Bethânia - Carcará (1965)


Anos 60:
Participa, em 66, ao lado de Gal, Gil, Caetano, Pitti e Tom Zé dos shows Arena Canta Bahia e Tempo de Guerra, dirigidos por Augusto Boal.

No mesmo ano, apresenta-se com Gilberto Gil e Vinicius de Mores no show Pois É.
Grava dois compactos, além dos discos Maria Bethânia e Maria Bethânia canta Noel Rosa, todos em 1965.

Em 1967 grava o disco Edu Lobo e Maria Bethânia e realiza uma série de shows em teatro no ano seguinte, vários dos quais seriam transformados em discos.

Anos 70:
Álbum de estréia na Philips “A Tua Presença”, em 1971.

No ano de 1972, Bethânia participou ao lado de Nara Leão do filme “Quando o Carnaval Chegar”, que a aproximou oficialmente da obra de Chico Buarque de Hollanda, de quem se tornaria a maior intérprete, segundo ele próprio. Três anos mais tarde, os dois gravaram um disco juntos, oriundo do show de ambos no Canecão (Rio de Janeiro).

Em 1976, outro espetáculo se transformou em LP, os célebres Doces Bárbaros, reunindo Maria Bethânia, seu irmão Caetano Veloso e, os também baianos, Gal Costa e Gilberto Gil. Nesse mesmo ano ela gravou o LP “Pássaro Proibido”.

No ano seguinte, com “Pássaro da Manhã”, ela registrou, como jamais alguém o fez, um forte exemplo da justaposição texto-música, sua marca registrada e consagrada.

Começa também sua carreira internacional, sendo aplaudida pelos países que passou na Europa.

É lançado entre outros , o disco “Talismã”, que vendeu 700 mil cópias em 15 dias.

Anos 80:
Participa do LP “Brasil” a convite de João Gilberto.

Decide fazer um revisão de sua obra gravando o disco ao vivo “Nossos Momentos”, relembrando seu primeiro sucesso “Carcará”, homenageando Gonzaguinha, declamando Vinicius de Moraes e Clarice Lispector.

É condecorada com a Ordem dos Músicos de Portugal, em Lisboa.

Com seu disco “Ciclo” ela se aproximaria da geografia Bahia-África-Portugal, e o resultado desse trabalho foge aos padrões dos anteriores.

Entre 1985 e 1989, grava dois discos “Dezembro” e “Maria”, concretizandos seu projeto de não mais gravar anualmente.

Anos 90:
Seus 25 anos de carreira são comemorados com uma superprodução e ilustres participações de Egberto Gismonti, Hermeto Paschoal, Nina Simone, e João Gilberto, entre outros em “Olho d’Água”, um disco variado com composições de Almir Sater “Tocando em Frente”, o reencontro com o passado em “Linda Flor” e o ponto culminante “Pronta Pra Cantar” , canção de louvor de Caetano Veloso para sua irmã, que ela e Nina Simone juntas elevam à categoria de obra-prima.

Com sua grande admiração por Roberto Carlos, gravou o álbum “As Canções que Você Fez Pra Mim”, dedicado a sua obra.

Em 94, é homenageada juntamente a Gal,Gil e Caetano pela mangueira com o samba enredo “Atrás do Verde e Rosa só Não Vai Quem Já Morreu”.

Volta a se apresentar com os Doce Bárbaros em Londres.

Aos seus 50 anos, lança o disco “Âmbar”, onde resgata músicas do passado e também grava novos compositores como Chico César, Adriana Calcanhoto, Carlinhos Brown e Arnaldo Antunes.

1996, em “Imitação da Vida”, Bethânia retoma sua fórmula consagrada texto-música, apresentando 28 canções “amarradas” por 11 poemas e textos de Fernando Pessoa, seu poeta preferido.

Esse disco lhe rendeu convites para apresentações conceituadas na Suíça, Lisboa, Londres, e Nova York, palco onde se apresentaram divas como Billie Holiday e Edith Piaf, a quem Maria Bethânia foi comparada pelo jornal The New York Times.

Recebe diversas homenagens no Brasil, em 1998, pela contribuição de sua obra a língua portuguesa, dentre outras, a Medalha de Grão Mestre da Bahia.

Após uma pesquisa dentro da música popular brasileira grava seu novo disco “A Força Que Nunca Seca”, fazendo um repertório que expressa a visão serena que ela tem sobre a dura realidade do Brasil.

Com a proximidade dos 500 anos do “descobrimento” do país, faz uma leitura teatral de “Navio Negreiro” de Castro Alves.

Anos 00:
Inicia a década com diversos encontros no palco como Luciano Pavarotti, Caetano Veloso e Gilberto Gil.

Comleta 35 anos de carreirra, e lança um novo álbum “Maricotinha” e mais tarde o DVD. Fazendo parte músicas como "Dona do Dom" de Chico César, "Depois de Ter Você" (Adriana Calcanhoto), "Quando Você não Está Aqui" (Herbert Vianna e Paulo Sergio Valle), "Se Eu Morresse de Saudade" (Gilberto Gil) e "A Moça do Sonho" (Chico Buarque e Edu Lobo).

Em 2003, mostra sua independência inaugurando seu selo musical “Quitanda”, lançando então “Brasileirinho”. Superando as expectativas o álbum mostra um novo panorama de sua nova empreitada fonográfica.

Grava um disco de cunho pessoal em homenagem a Vinicius de Moraes, em 2005.

Em 2006, foi a grande vencedora do 4ª Prêmio TIM de Música, onde faturou três categorias: Melhor Cantora de MPB, Melhor Disco de MPB (Que Falta Você Me Faz) e Melhor DVD (Tempo, Tempo, Tempo).

Volta a ser premiada no ano seguinte na mesmo Prêmio TIM, como Melhor Cantora de MPB e Melhor Disco (Mar de Sophia). Outros dois prêmios podem ser associados ao nome dela: Melhor Projeto Visual (Gringo Cardia, por Pirata) e Melhor Canção (Beira- Mar, de Roberto Mendes e Capinam).

O ano de 2008 começa e, já em fevereiro, lança com a cantora cubana Omara Portuondo, ex-integrante do lendário grupo Buena Vista Social Clube, o CD Omara Portuondo e Maria Bethânia, com edição especial que agrega um DVD documentário dos bastidores das gravações.

Maria Bethânia é escolhida Melhor Cantora pelo Prêmio Shell de Música 2008. A conquista agrega à carreira brilhante outro pioneirismo, a de ser a primeira intérprete a faturar o prêmio. Até 2007, a premiação só agraciava compositores.

Chico César & Maria Bethânia - Onde Estará O Meu Amor


Referências:

http://www.mariabethania.com.br/

http://www.mariabethania.com/
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sábado, março 06, 2010

Coisa de Jornalista #3 - No Carnaval

É no carnaval que todo estagiário vira gente! Crachá de imprensa, responsabilidade nas costas, noites sem dormir, olheiras, voz? Para que você precisa de voz depois do carnaval mesmo, não né?

Todo mundo acha que aquele crachá de imprensa é a passagem direta pro paraíso carnavalesco. [Cara de Alt Gr 66 (¬¬)] Doce ilusão pensar que o paraíso andava pendurado no meu pescoço e no de centenas de estagiários desesperados pelas ruas de Salvador. Aquele cracházinho ordinário me dava é trabalho! (Não estou reclamando, longe de mim, a cada ano eu adoro mais trabalhar no carnaval). Pense numa correria gostosa...

Por trás das câmeras:
Quinta-feira (11 de fevereiro) – 1º dia de carnaval!
Sorriso de orelha á orelha, gás, o primeiro dia de carnaval eu defino como GÁS! Todo mundo cheio de energia, os foliões, os cantores, os cinegrafistas, os produtores, os repórteres... Era bonito de se ver! O primeiro dia de transmissão para tv é o test drive, é o dia de testar tudo que pode dar errado, tudo que possivelmente pode acontecer, enfim é correria! (É lindo ver o carnaval passar, só não é melhor que estar lá no meio o fazendo andar). 2 da manhã, acabou nossa transmissão, éramos a única tv transmitindo ao vivo o dia do Samba no Campo Grande, massa! Eu e meu crachá ficamos orgulhosos!

Terça-feira (16 de fevereiro) – Ultimo dia de carnaval.
Meu ouvido já tava pedindo ‘PELO AMOR DE DEUS tire essa comunicação daqui!’. A comunicação: o aparelho fica no ouvido o tempo todo para conectar o produtor e o caminhão, ao apresentador (ou repórter). Todos se ouvem, por isso falar era algo racionado (um horror porque eu adoro falar): só quando for solicitado, caso contrário vira um mangue, uma sala de bate-papo televisiva. Sério, meu ouvido sofreu muito esse carnaval. Cada ano eu nomeio um sofrido da vez, ano passado foram os pés, esse os ouvidos sem dúvida!
Pelos corredores só se ouvia ‘Esse carnaval tá amarrado de corda, não termina não é?’. Na tia do acarajé, jornalistas de todas as emissoras, ‘N’ sotaques, mas o melhor era ver os paulistas e cariocas perguntando: ‘De onde vocês tiram tanto GÁS?’. Só ouvi a baiana saidinha falar: - ‘Rapaz, nem te conto’. Nem te conto mesmo! Porque se eles achavam que o carnaval tinha acabado, espere só para ver a quarta-feira de cinzas. Pois é, o carnaval só acabou oficialmente para eles, porque para mim só depois que Ivete varrer a avenida.

Quarta-feira (17 de fevereiro) – Só as cinzas nessa quarta.
Eu e meu crachá acordamos ligeiramente cansados, precisava está ás 8h na Barra, íamos transmitir ao vivo o arrastão. Deu 9h, e nada de Brown, aquele sol, aquela lama, com aquele bando de bêbado na rua achando que estavam em casa (o que tinha de homem só de cueca e mulher quase nua na rua tava fora de cogitação), sai para descobrir porque diabos os trios ainda estavam parados. Saí pulando os instrumentos do Olodum, desviando dos atabaques da Timbalada, até encontrar a produção de Brown. Deu 10h, e lá vem ele, não é querendo puxar saco não, mas meu Deus ele é sensacional! E sensacional também, foi minha cena quase me jogando do praticável com uma placa de ‘AOVIVO’ na mão gritando ‘Browwwwwwwwwwwwwn estamos ao vivoooooooooo, porra!’. Minha tentativa de suicídio renderam boas imagens.

Agora pergunte, qual foi o camarote que eu fui com meu passaporte para o paraíso, ou melhor, digo, meu crachá de imprensa? NENHUM! O único camarote que meu crachá viu foi a cabeceira da minha cama. Até o carnaval 2011, com mais um crachá para coleção, amém!
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sexta-feira, março 05, 2010

Colé de Mermo #3 - Caldas Novas

Ele que há 1 ano atrás lançou nada mais, nada menos que 10 CDs de uma única vez dos mais variados estilos, realizará neste domingo(07/03/2010) uma apresentação no Teatro Castro Alves. Luiz Caldas, rotulado de "pai do axé", reaparece com um projeto novo, caminhando por estilos jamais imaginados para quem não conhece suas influências musicais. Seu show intitulado de "Toda Música de Luiz Caldas" terá três momentos. Iniciando no instrumental com base no piano e no violão. No segundo momento vem o peso de suas guitarras e a veia rock de sua caixa de CDs. Para finalizar ele debanda para seu lado axé-pop-frevo-forró-indígena-brasileiro onde não deixa fronteiras para o preconceito mostrando toda sua variedade de possibilidades. Essa apresentação faz parte do projeto "Domingo no TCA", que desde 2007 traz os mais variados artistas de qualidade para o palco do teatro, sempre às 11h e ao custo de R$1,00. Vale a pena ficar de olho pois pode aparecer oportunidade de apreciar um boa atração a exemplo do próximo domingo.


BOSSAS QUE VÃO
Faleceu aos 80 anos, devido a um câncer de prostáta, o precursor da bossa nova, Jhonny Alf. Com raízes no jazz, era reconhecido por nomes como Ruy Castro e Tom Jobim como um gênio da música. Seu compacto de 1955 com as músicas "Rapaz de Bem" e "O Tempo e o Vento" é considerado o primeiro disco da bossa nova. Passou seus últimos anos de vida morando em um asilo sem o devido reconhecimento do seu talento. Aqui fica nossa homenagem:

Johnny Alf - Eh ! Mundo bom tai



Colé do Fim de Semana?

Sexta-Feira - 05/03/2010

Música

Coliseu do Forró, Tio Barnabé - 22h - R$ 15 - Patamares

Teatro

Siricotico, Uma Comédia do Balacocaco - Direção: Fernanda Paquelet. Cia. Baiana de Patifaria. Os atores Lelo Filho, Jarbas Oliver, Nilson Rocha e Alexandre Moreira vivem 21 personagens numa história que narra as aventuras da trupe teatral Os Tartufos, formada por atores mambembes. Teatro do Isba - Ondina (4009-3689). R$ 30 (sex e dom) e R$ 40 (sáb). Sexta a domingo, 20h.

Os Cafajestes - Direção: Fernando Guerreiro. Texto adaptado: Aninha Franco. Com Renato Fechine (Onório – o marido traído), Marcelo Timbó (Alencar – o bom moço sedutor), Rafael Medrado (Estevão – o barra pesada e machista radical) e Daniel Rabelo (Alfredinho – o malandro bom de papo). Comédia musical sobre o universo machista. Teatro Módulo - Pituba (2102-1392). R$ 50 e R$ 25 (sex). Sexta, 21h; sábado e domingo, 20h.

Pedaço de Mim - Direção: Antônio Marques. Com: Denise Correia, Jones Motta, Josi Varjão, Leonardo Freitas e Lívia França. Músicas de Chico Buarque são fio condutor da história de uma mulher que se torna cantora de cabaré. Sala do Coro do Teatro Castro Alves – Campo Grande (3117-4899). R$ 20 e R$ 10. Sexta a domingo, 20h.

Exposição

Coleção MAM-Ba 50 Anos de Arte Brasileira - Museu traz 86 obras de seu acervo, que ilustram momentos chave da história da arte brasileira nos últimos 50 anos. MAM – Av. Contorno, s/n, Solar do Unhão (3117-6141). Terça a domingo, das 13h às 19h; sábado das 13h às 21h. Entrada franca.

Fragmentos: Artefatos Populares, o Olhar de Lina Bo Bardi - Coleção de objetos representa cultura do Nordeste, com peças da Bahia, Pernambuco e Ceará. Centro Cultural Solar Ferrão – R. Gregório de Mattos, 45, Pelourinho (3117-6380). Terça a sexta, das 10h às 18h; sábado, domingo e feriados, das 13h às 17h. Entrada franca.

Pelos Caminhos de Salvador - Exposição sobre a urbanização, crescimento e modernização de Salvador. Museu Tempostal – R. Gregório de Mattos, 33, Centro Histórico (3117-6382). Terça a sexta, das 10h às 18h; sábado e domingo, das 13h às 17h. Entrada franca.


Sábado - 06/03/2010

Música

Festa NAVE - Neste sábado tem o evento mais esperado do mês! A diversão começa às 23h com DJs se revezando em duas pistas simultâneas, e só termina com o nascer do sol. No som, o melhor do rock, pop e electro, de ontem, hoje e amanhã, sempre no último volume. 23h - R$15 - Boomerangue - Rio Vermelho

Coliseu do Forró, Flor Serena - 22h - R$ 15 - Patamares

Circo

Circo Picolino 25 anos - Direção: Fulanas Cia de Circo. Com Carol Guedes (Kerozene), Luana Serrat, Nana Porto, Bia Simões, Binho, Wellington, Bimbinho e convidados. A palhaça Kerozene é a condutora da série de espetáculos em comemoração dos 25 anos do Circo Picolino traz, que também conta com números de malabares, trapézio e acrobacia. Neste sábado, os convidados especiais são o Bando do Teatro Olodum e os clowns Demian Reis (Tezo) e Felícia de Castro (Bafuda). Circo armado na Av. Otávio Mangabeira, próximo à entrada do Parque de Pituaçu. R$ 20 e R$ 10. Sáb, 20h.


Domingo - 07/03/2010

Música

Toda Música de Luiz Caldas - O cantor e compositor se apresenta pelo projeto Domingo no TCA. Sala Principal do Teatro Castro Alves (TCA) - Ingresso: R$ 1. Dia 7 de março, às 11h.

O Círculo Convida - Com O Círculo, Pirigulino Babilake e Banda Aliança - 17h - Couvert: 9,99 (sem taxa de consumação).


Fonte da Agenda: A Tarde
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quarta-feira, março 03, 2010

Êta, Bahia Porrêta! #4 - Carlos Marighella

Mariguella Vive!
.
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"É preciso não ter medo,
é preciso ter a coragem de dizer."
Nome:
Carlos Mariguella

Em vida:
Por 58 anos(1911-1969).

Terra Natal:
São Salvador-BA

Berço:
De origem humilde,era filho de Augusto Mariguella, um operário italiano, com uma negra descendente de Haussás(negros convertidos ao islamismo), Maria Rita do Nascimento.

Comunista:
Com 18 anos, cursava engenharia civil na Escola Politécnica da Bahia. Enquanto isso, ingressou no PCB - Partido Comunista do Brasil. Dedicando sua vida à causa dos trabalhadores, da independência nacional e do socialismo.

Militante:
Em 1932, após escrever um poema com críticas ao então interventor do Estado da Bahia, Juracy Magalhães, foi preso pela primeira vez. Libertado no mesmo ano, prosseguiu com sua militância política chegando a interromper seus estudo no 2º ano de formação. Quando resolveu morar no Rio de Janeiro.

Mariguella veio a ser preso novamente em 1º de maio de 1936. Durante 23 dias enfrentou terríveis torturas da polícia de Filinto Müller. Onde mostrou-se tenaz e focado na sua luta.

Em cárcere por um ano, mudou-se agora para São Paulo onde passou a trabalhar duramente na reestruturação do PCB. Enfrentando também a repressão selvagem do Estado Novo Varguista.

1939, mais uma vez preso e torturado brutalmente na Delegacia de Ordem Pública e Social(DOPS) de São Paulo, se negando a fornecer qualquer informação à polícia. Mandado aos presídios de Fernando de Noronha e Ilha Grande pelo seis anos seguintes, ele dirigiria sua energia revolucionária ao trabalho de educação cultural e política dos companheiros de cadeia.

Anistiado em abril de 1945, participou do processo de redemocratização do país e da reorganização do PCB na legalidade. Deposto o ditador Vargas e convocadas eleições gerais, foi eleito deputado federal constituinte pelo estado da Bahia. Foi apontado como um dos mais aguerridos parlamentares de todas as bancadas, proferindo, em menos de dois anos, cerca de duzentos discursos em que tomou, invariavelmente, a defesa das aspirações operárias, denunciando as péssimas condições de vida do povo brasileiro e a crescente penetração imperialista no país.

Clandestinidade:
Com a cassação do PCB pelo governo Dutra em 48, retorna à clandestinidade aonde passaria as duas décadas restantes da sua vida.

Foi o responsável pela revista teórica “Problemas”, fundada em 1947.

Tomou parte ativa nas lutas populares do período. Em defesa do monopólio estatal do petróleo, contra o envio de soldados brasileiros à Coréia e a desnacionalização da economia.

Atento à realidade brasileira, dirige muita atenção à questão agrária e redige em 1959 o célebre artigo “Alguns aspectos da renda da terra no Brasil”. Nesse período visita a China Popular, União Soviética e Cuba. Em suas viagens, viu de perto as experiências revolucionárias vitoriosas daqueles países.

Quase morte:
Após o golpe militar de 1964, Marighella foi localizado por agentes do DOPS carioca em 9 de maio num cinema do bairro da Tijuca. Enfrentou os policiais que o cercavam com socos e gritos de “Abaixo a ditadura militar fascista” e “Viva a democracia”, recebendo um tiro a queima-roupa no peito. Descreveu o episódio no livro “Por que resisti à prisão”, ele afirmaria: “Minha força vinha mesmo era da convicção política, da certeza (...) de que a liberdade não se defende senão resistindo”.

Inimigo nº1:
Com sua postura de resistência às prisões, Marighella fez de sua defesa um ataque aos crimes e ao obscurantismo que imperava desde 1º de abril (Golpe Militar). Conseguiu, com isso, catalisar um movimento de solidariedade que forçou os militares a aceitar um habeas-corpus e sua libertação imediata.

Em dezembro de 1966 redige uma carta desligando-se do imobilizado PCB, após ter ido a um Encontro da OLAS (Organização latino-americana de solidariedade, sediado em Havana) contra a orientação da direção do PCB. Na sua “Carta à Executiva”, assinala: “A saída no Brasil - a experiência atual está mostrando - só pode ser a luta armada, o caminho revolucionário, a preparação da insurreição armada do povo, com todas as conseqüências e implicações que daí resultam.”

Organiza então a ANL - Ação Libertadora Nacional, organização político-militar que participaria do seqüestro do embaixador ianque Charles Elbrick, juntamente com o MR-8. Nesse instante Mariguella era o inimigo número 1 do regime militar-fascista.

Emboscado:
Às oito horas da noite do dia 04 de novembro de 1969 cai numa emboscada armada pelo delegado Sérgio Paranhos Fleury, contando com a colaboração de freis dominicanos que, apoiadores da guerrilha, traíram Mariguella.

In memorian:
Carlos Mariguella deve ser sempre relembrado como um grande e autêntico comunista, como um dos melhores filhos do povo brasileiro, um militante que soube dar prova nos fatos de valentia e dedicação revolucionária que nem as torturas e sofrimentos mais horrendos dobrou.

Obras:
As idéias de Marighella não morreram com ele. Sua experiência acumulada em quarenta anos de atividade política foi registrada em textos que percorreram o mundo.

Manual do Guerrilheiro Urbano - 1969
Marcou os movimentos revolucionários das décadas de sessenta e setenta. Traduzido em várias línguas.

Pour la libération du Brésil - 1970
Proibido na França por seu ministro, um grupo de 24 franceses associaram-se para publicar a obra como forma de reafirmar o direito livre de expressão.

Escola Carlos Mariguella -1973
No município de Sandino, província de Pinar del Rio, Cuba. Funciona como instituto pré-universitário. Desenvolve atividades didáticas e trabalho agrícola, é auto-suficientee fornece alimentação balanceada para estudantes e funcionários.

Extras I:
Poema de 1939 escrito por Mariguella:

Liberdade

Não ficarei tão só no campo da arte,
e, ânimo firme, sobranceiro e forte,
tudo farei por ti para exaltar-te,
serenamente, alheio à própria sorte.

Para que eu possa um dia contemplar-te
dominadora, em férvido transporte,
direi que és bela e pura em toda parte,
por maior risco em que essa audácia importe.

Queira-te eu tanto,
e de tal modo em suma,
que não exista força humana alguma
que esta paixão embriagadora dome.

E que eu por ti, se torturado for,
possa feliz, indiferente à dor,
morrer sorrindo a murmurar teu nome”



Extras II:
Post do blog do César Parque onde encontrei fotos da exposição em lembrança dos 40 anos de sua morte.

EXPOSIÇÃO CARLOS MARIGUELLA

Extra III:
Documentário de Silvio Tendler.

Mariguella - Retrado Falado de um Guerrilheiro

Parte 1 - Parte 2 - Parte 3 - Parte 4 - Parte 5

Referências:

http://www.carlos.marighella.nom.br

http://www.mepr.org.br


por JuANiTo
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