Nome:
Maria Bethânia Vianna Telles Veloso, por Caetano Veloso (então com 4 anos de idade) infulência de uma música de Nelson Gonçalves.
Geminiana:
De 18 de Junho. Hoje aos seus 63 anos.
Terra Natal:
Santo Amaro da Purificação - Bahia
Infância:
Filha de seu Zeca Veloso e da mística Dona Canô. Sempre convivendo com seus irmãos Rodrigo, Roberto, Caetano, Clara, Mabel, Nicinha e Irene, já demonstrava a sua força dramática, a determinação, a energia transposta. Queria ser atriz, representar nos palcos as pequenas grandes coisas da vida. Motivada pela mágica atmosfera da arte em sua casa, logo descobriu a leitura do mundo em suas cores, gestos, palavras e sons.
Em Salvador:
Aos 13 anos, chega à capital, contra sua vontade, para terminar os estudos. Ao lado de seu irmão Caetano, não imaginava que na movimentada e criativa vida cultural de Salvador fosse encontrar o primeiro palco de sua vida.
Começa então a inserir-se ná fervente cidade borbulhando de inquitações culturais, seja na Escola de Teatro da UFBA, seja nas artes plásticas, ou nos grupos de cinema, shows de música, movimento estudantil. Tudo acontecendo naquele início da década de 60.
Primeira vez:
Em 63, Caetano é convidado por Alváro Guimarães para musicar a peça Boca de Ouro, de Nelson Rogdrigues. Abrindo a apresentação, Bethânia sobe ao palco para cantar Na Cadência do Samba.
No mesmo ano, junto com seu irmão, conhecem Gilberto Gil, Gal Costa, Tom Zé entre outros. Passando a trabalhar juntos em diversas apresentações. Todos influenciados pela bossa, chamada de nova, de João Gilberto.
Para o Brasil:
Era 1964, apesar do golpe militar, onde parecia que irião se extinguir toda forma de expressão cultural. O contrário acontece, forças de resistência e núcleos de criação multiplicam-se. Um momento histórico estava por vir. O Show Opnião, escrito e produzido por Oduvaldo Vianna Filho, Ferreira Gurllar, Paulo Pontes e Armando Costa e dirigido por Augusto Boal, estréia trazendo Nara Leão como intérprete, com João do Vale e Zé Kéti como compositores. Nara então adoece e no dia 13 de fevereiro a jovem cantora nordestina, a substitui, arrebatando público e crítica.
Maria Bethânia - Carcará (1965)
Anos 60:
Participa, em 66, ao lado de Gal, Gil, Caetano, Pitti e Tom Zé dos shows Arena Canta Bahia e Tempo de Guerra, dirigidos por Augusto Boal.
No mesmo ano, apresenta-se com Gilberto Gil e Vinicius de Mores no show Pois É.
Grava dois compactos, além dos discos Maria Bethânia e Maria Bethânia canta Noel Rosa, todos em 1965.
Em 1967 grava o disco Edu Lobo e Maria Bethânia e realiza uma série de shows em teatro no ano seguinte, vários dos quais seriam transformados em discos.
Anos 70:
Álbum de estréia na Philips “A Tua Presença”, em 1971.
No ano de 1972, Bethânia participou ao lado de Nara Leão do filme “Quando o Carnaval Chegar”, que a aproximou oficialmente da obra de Chico Buarque de Hollanda, de quem se tornaria a maior intérprete, segundo ele próprio. Três anos mais tarde, os dois gravaram um disco juntos, oriundo do show de ambos no Canecão (Rio de Janeiro).
Em 1976, outro espetáculo se transformou em LP, os célebres Doces Bárbaros, reunindo Maria Bethânia, seu irmão Caetano Veloso e, os também baianos, Gal Costa e Gilberto Gil. Nesse mesmo ano ela gravou o LP “Pássaro Proibido”.
No ano seguinte, com “Pássaro da Manhã”, ela registrou, como jamais alguém o fez, um forte exemplo da justaposição texto-música, sua marca registrada e consagrada.
Começa também sua carreira internacional, sendo aplaudida pelos países que passou na Europa.
É lançado entre outros , o disco “Talismã”, que vendeu 700 mil cópias em 15 dias.
Anos 80:
Participa do LP “Brasil” a convite de João Gilberto.
Decide fazer um revisão de sua obra gravando o disco ao vivo “Nossos Momentos”, relembrando seu primeiro sucesso “Carcará”, homenageando Gonzaguinha, declamando Vinicius de Moraes e Clarice Lispector.
É condecorada com a Ordem dos Músicos de Portugal, em Lisboa.
Com seu disco “Ciclo” ela se aproximaria da geografia Bahia-África-Portugal, e o resultado desse trabalho foge aos padrões dos anteriores.
Entre 1985 e 1989, grava dois discos “Dezembro” e “Maria”, concretizandos seu projeto de não mais gravar anualmente.
Anos 90:
Seus 25 anos de carreira são comemorados com uma superprodução e ilustres participações de Egberto Gismonti, Hermeto Paschoal, Nina Simone, e João Gilberto, entre outros em “Olho d’Água”, um disco variado com composições de Almir Sater “Tocando em Frente”, o reencontro com o passado em “Linda Flor” e o ponto culminante “Pronta Pra Cantar” , canção de louvor de Caetano Veloso para sua irmã, que ela e Nina Simone juntas elevam à categoria de obra-prima.
Com sua grande admiração por Roberto Carlos, gravou o álbum “As Canções que Você Fez Pra Mim”, dedicado a sua obra.
Em 94, é homenageada juntamente a Gal,Gil e Caetano pela mangueira com o samba enredo “Atrás do Verde e Rosa só Não Vai Quem Já Morreu”.
Volta a se apresentar com os Doce Bárbaros em Londres.
Aos seus 50 anos, lança o disco “Âmbar”, onde resgata músicas do passado e também grava novos compositores como Chico César, Adriana Calcanhoto, Carlinhos Brown e Arnaldo Antunes.
1996, em “Imitação da Vida”, Bethânia retoma sua fórmula consagrada texto-música, apresentando 28 canções “amarradas” por 11 poemas e textos de Fernando Pessoa, seu poeta preferido.
Esse disco lhe rendeu convites para apresentações conceituadas na Suíça, Lisboa, Londres, e Nova York, palco onde se apresentaram divas como Billie Holiday e Edith Piaf, a quem Maria Bethânia foi comparada pelo jornal The New York Times.
Recebe diversas homenagens no Brasil, em 1998, pela contribuição de sua obra a língua portuguesa, dentre outras, a Medalha de Grão Mestre da Bahia.
Após uma pesquisa dentro da música popular brasileira grava seu novo disco “A Força Que Nunca Seca”, fazendo um repertório que expressa a visão serena que ela tem sobre a dura realidade do Brasil.
Com a proximidade dos 500 anos do “descobrimento” do país, faz uma leitura teatral de “Navio Negreiro” de Castro Alves.
Anos 00:
Inicia a década com diversos encontros no palco como Luciano Pavarotti, Caetano Veloso e Gilberto Gil.
Comleta 35 anos de carreirra, e lança um novo álbum “Maricotinha” e mais tarde o DVD. Fazendo parte músicas como "Dona do Dom" de Chico César, "Depois de Ter Você" (Adriana Calcanhoto), "Quando Você não Está Aqui" (Herbert Vianna e Paulo Sergio Valle), "Se Eu Morresse de Saudade" (Gilberto Gil) e "A Moça do Sonho" (Chico Buarque e Edu Lobo).
Em 2003, mostra sua independência inaugurando seu selo musical “Quitanda”, lançando então “Brasileirinho”. Superando as expectativas o álbum mostra um novo panorama de sua nova empreitada fonográfica.
Grava um disco de cunho pessoal em homenagem a Vinicius de Moraes, em 2005.
Em 2006, foi a grande vencedora do 4ª Prêmio TIM de Música, onde faturou três categorias: Melhor Cantora de MPB, Melhor Disco de MPB (Que Falta Você Me Faz) e Melhor DVD (Tempo, Tempo, Tempo).
Volta a ser premiada no ano seguinte na mesmo Prêmio TIM, como Melhor Cantora de MPB e Melhor Disco (Mar de Sophia). Outros dois prêmios podem ser associados ao nome dela: Melhor Projeto Visual (Gringo Cardia, por Pirata) e Melhor Canção (Beira- Mar, de Roberto Mendes e Capinam).
O ano de 2008 começa e, já em fevereiro, lança com a cantora cubana Omara Portuondo, ex-integrante do lendário grupo Buena Vista Social Clube, o CD Omara Portuondo e Maria Bethânia, com edição especial que agrega um DVD documentário dos bastidores das gravações.
Maria Bethânia é escolhida Melhor Cantora pelo Prêmio Shell de Música 2008. A conquista agrega à carreira brilhante outro pioneirismo, a de ser a primeira intérprete a faturar o prêmio. Até 2007, a premiação só agraciava compositores.
Chico César & Maria Bethânia - Onde Estará O Meu Amor
Referências:
http://www.mariabethania.com.br/
http://www.mariabethania.com/
quarta-feira, março 10, 2010
Êta, Bahia Porrêta! #5 - Maria Bethânia
Postado por É Mermo às 12:03
Seção: Eta Bahia Porreta
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1 É Mermada:
Essa mulher é ACARA!
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