Nascido do blues, das work songs dos trabalhadores negros norte-americanos, o jazz passou por uma extraordinária sucessão de transformações no século XX. É notável como essa música se modificou tão profundamente durante um período de apenas um século. A evolução histórica do jazz, assim como da literatura, das artes plásticas e da música clássica, segue um padrão de movimento pendular, com tendências que se alternam apontando em diversas direções muitas vezes opostas.
Salvador é um balaio de diversidade musical. Cabe em todos os cantos um instrumento diferente, uma batida inusitada. São quereres e formas singulares de mostrar sua essência musical. O jazz não escapa desse tabuleiro! O BOOM do jazz baiano para minha geração dos 20 e poucos anos, me arrisco a dizer, foi apartir das JAM SESSION no Museu de Arte do Moderna (MAM) com Ivan Huol. Uma junção perfeita de boa música, uma bela vista e pessoas interessantes. No verão o JamNoMam vira ponto turístico, pessoas de todo o país se deleitam com aquela música cheia de improviso que mais parece ter sido ensaiada semanas a fio. Outra vertente do jazz conteporâneo baiano vem com o cantor Beto Black, chegando no mercado com o disco 'Dias Livres', com uma batida e uma voz daquelas que entram no ouvido sem fazer esfoço, sabe? Gosto dessa mistura, de ousar nas composições, nos ritmos. Quando questionado sobre a escolha do Jazz como seu estilo musical, Beto diz não temer as opiniões divergentes e acredita sim que há espaço para o Jazz na Bahia e no Brasil.
“Eu tenho experiência com outros estilos musicais, aprendi muita coisa e já trabalhei com muita gente boa, mas minha essência é outra. Eu acredito que sempre haverá espaço para música de qualidade, seja ela qual for, esteja ela onde estiver.” Disse Black.
Para aqueles que pensam que Jazz é coisa do passado, Salvador ta aqui para mostrar que Jazz pode sim ser totalmente 2010!
Agenda:
>>>> Beto Black toca hoje (20/03), na Mega Store da Saraiva. Já o jazz no MAM acontece todo sábado, assim que o sol se deita no Museu de arte moderna.
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Jazz para nossos ouvidos!
Té sábado que vem, Emermada.

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