
Esse texto, nessa coluna, tem um 'q' de metalinguística. Tentando encontrar a mim mesmo, me deparei com o universo e quis descrevê-lo. Então pensei: Como descrever (circunscrever) o universo, baseado apenas no que aprendi? Como transmitir a idéia do infinito, embasado no conhecimento finito? Como eu, pobre leigo, posso querer explicar ?
Foi ai que tive uma idéia. Meu conhecimento é finito, mas a minha alma não! Como durante esses anos, consegui aprender o que aprendi e já que vontade de aprender não me falta, conclui que, o que preciso é de tempo. Assim, ao invés de limitar o universo e compará-lo ao finito do meu conhecimento, resolvi me aliar ao tempo e criar um texto sem fim para tratar, justamente, sobre o fim do mundo.
Não sei porque desde muito pequeno, eu sempre fui fascinado pelo universo. Quando ainda não conhecia o pouco que conheço de mim hoje e minha relação com os humanos se restringia ao círculo familiar e alguns coleguinhas da escola, sonhava em ser astronauta. Esqueci essa idéia quando descobri que precisaria ser verme na matemática e na física. Pra falar a verdade, eu e as exatas vivemos realidades distintas. Hoje eu sei que os cálculos são úteis e tais leis fazem algum sentido, mas essa tarefa não cabia a mim, definitivamente.
Foi nessa época, enquanto descobria a matemática, que ouvi falar pela primeira vez no fim do mundo. Era também a primeira vez que ouvia falar num tal de Nostradamus. No auge da polêmica sobre os cálculos do vidente, a virada do século e o início de um novo milênio, surgia o temor mundial da extinção da raça. Confesso que criei expectativa apesar de algo dentro de mim me dizer pra ficar tranquilo. Aquilo não iria acontecer. E não aconteceu.
Uma década depois, volta a tona, a mesma história. Dessa vez, porém, as especulações são baseadas em cálculos científicos, astronômicos, filosóficos, espirituais, históricos ou qualquer outra ciência que você quiser citar. Inclusive a ufologia e as religiões com suas infinitas interpretações. O fato é que dessa vez há uma semi-unanimidade entre os estudiosos de diversas áreas, que o nosso planeta vai passar por uma transformação brusca no ano de 2012. Os evangélicos são convictos de que Jesus voltará, como as civilizações antigas acreditavam, em suas épocas, que os "extraterrestres" com os quais mantiveram contato e um intercâmbio de informações valiosíssimas, voltariam por sua vez. Outras culturas, dizem que há muito estamos sendo observados pelos alienígenas, como algumas vertentes religiosas dizem que o Cristo está entre nós.
2012 se aproxima com a mesma velocidade em que vejo os meus dias passarem. Tanto religião como ciência concordam que algo está por vir. Mas de que forma essa transformação se dará? O que poderia, eu, esperar do que o futuro nos tem reservado?
Pesquisando sobre o assunto, encontrei estudos e teorias interessantes que por hora, me fazem todo o sentido. Há um grupo de estudiosos, chamados gnósticos (de gnose, que literalmente significa "conhecimento"), que usando dados históricos, científicos e argumentos religiosos puros e aprofundados, explicaram o iminente período de renovação da Terra.
Resumidamente, o nosso Sistema Solar é o 'sétimo sol' do sistema das Plêiades em órbita de uma estrela maior chamada Alcione. Assim como a Terra gira em torno do Sol, o nosso Sol gira em torno de Alcione, como podemos ver na imagem.
Alcione, por sua vez, possui ao seu redor um gigantesco anel elíptico de radiações em posição transversal do plano das órbitas dos sóis e seus sistemas solares. O alcance do disco energético é de centenas de anos-luz. Logicamente, todos os sistemas solares terão obrigatoriamente de cruzar o anel ou disco de radiações. A velocidade é diferente, portanto demoram tempos diferentes. O nosso Sistema Solar de Ors, devido à sua posição dentro das órbitas de Alcione, demora cerca de 2 mil anos para atravessar o anel alciônico. Segundo Hesse, a poderosa energia radiante do anel de Alcione provoca a decomposição ou o rompimento dos elétrons. Essa fissão eletrônica é desconhecida ainda pela ciência atual.
Os gnósticos acreditam que quando o planeta Terra, juntamente com todo o nosso sistema, penetrar nestas radiações, serão excitadas todas as moléculas e todos os átomos de todos os corpos existentes, sofrendo estes uma transformação de magnitude imprevisível. O mais notável é que a excitação molecular criará um tipo de luz constante, porém, sem calor. Luz atérmica (sem calor) que não produz sombras de tal forma que nem nas cavernas mais profundas nem nas zonas abissais existirá obscuridade e, naturalmente, no interior do homem também não haverá obscuridade, trevas. Toda matéria em seu inteiro será iluminada ocasionando mudanças em todas as manifestações da vida. Surgirá vegetação antes desconhecida e rica em teor nutritivo e sabor.
Este fenômeno ocorre a cada 10 mil anos, com o qual se explica a época glacial, cataclismos causadores de modificações geográficas e da própria vida. Os anéis de Alcione nos trarão grandes benefícios, mas também produzirão grandes calamidades inicialmente, como já começamos a perceber.
Muitos escarneceram quando a Tsunami devastou a Indonésia e se mantiveram incrédulos quando souberam do terremoto no Haiti. Mais recentemente, outro terremoto abalou o Chile e atingiu São Paulo. As calamidades estão cada vez mais próximas. O calor insuportável de Salvador, a atmosfera densa 'irrespirável' da capital baiana e as tempestades que ultimamente têm deixado os evangélicos eufóricos e temerosos quanto ao "juízo final".
Na obra 'A gênese' , cap. XVIII, do seu pentateuco, datado (vejam bem) de 1868, Allan Kardec diz que a regeneração da humanidade não será um transtorno às leis da natureza, mas o seu próprio cumprimento. Diz ainda que o nosso globo, como tudo o que existe, esta submetido à lei do progresso. Ele progride, fisicamente, pela transformação dos elementos que o compõem e, moralmente, pela depuração dos Espíritos encarnados e desencarnados que o povoam. Ambos esses progressos se realizam paralelamente, porquanto o melhoramento da habitação guarda relação com o do habitante. Fisicamente, o globo terráqueo há experimentado transformações que a Ciência tem comprovado e que o tornaram sucessivamente habitável por seres cada vez mais aperfeiçoados. Moralmente, a Humanidade progride pelo desenvolvimento da inteligência, do senso moral e do abrandamento dos costumes. Ao mesmo tempo que o melhoramento do globo se opera sob a ação das forças materiais, os homens para isso concorrem pelos esforços de sua inteligência. Saneiam as regiões insalubres, tornam mais fáceis as comunicações e mais produtiva a terra.
De duas maneiras se executa esse duplo progresso: uma, lenta, gradual e insensível; a outra, caracterizada por mudanças bruscas, a cada uma das quais corresponde um movimento ascensional mais rápido, que assinala, mediante impressões bem acentuadas, os períodos progressivos da Humanidade. Esses movimentos, subordinados, quanto às particularidades, ao livre-arbítrio dos homens, são, de certo modo, fatais em seu conjunto, porque estão sujeitos a leis, como os que se verificam na germinação, no crescimento e na maturidade das plantas. Por isso é que o movimento progressivo se efetua, às vezes, de modo parcial, isto é, limitado a uma raça ou a uma nação, doutras vezes, de modo geral.
A Humanidade tem realizado, até ao presente, incontestáveis progressos. Os homens, com a sua inteligência, chegaram a resultados que jamais haviam alcançado, sob o ponto de vista das ciências, das artes e do bem-estar material. Resta-lhes ainda um imenso progresso a realizar: o de fazerem que entre si reinem a caridade, a fraternidade, a solidariedade, que lhes assegurem o bem-estar moral. Não poderiam consegui-lo nem com as suas crenças, nem com as suas instituições antiquadas, restos de outra idade, boas para certa época, suficientes para um estado transitório, mas que, havendo dado tudo o que comportavam, seriam hoje um entrave. Já não é somente de desenvolver a inteligência o de que os homens necessitam, mas de elevar o sentimento e, para isso, faz-se preciso destruir tudo o que superexcite neles o egoísmo e o orgulho.
Mais adiante, ele comenta: "Para que na Terra sejam felizes os homens, preciso é que somente a povoem Espíritos bons, encarnados e desencarnados, que somente ao bem se dediquem. Havendo chegado o tempo, grande emigração se verifica dos que a habitam: a dos que praticam o mal pelo mal, ainda não tocados pelo sentimento do bem, os quais, já não sendo dignos do planeta transformado, serão excluídos, porque, senão, lhe ocasionariam de novo perturbação e confusão e constituiriam obstáculo ao progresso. Irão expiar o endurecimento de seus corações, uns em mundos inferiores, outros em raças terrestres ainda atrasadas, equivalentes a mundos daquela ordem, aos quais levarão os conhecimentos que hajam adquirido, tendo por missão fazê-las avançar. Substituí-los-ão Espíritos melhores, que farão reinar em seu seio a justiça, a paz e a fraternidade."
É, sob esse molde que a renovação da raça humana se dará. As catástrofes naturais simbolizam um tipo de limpeza, mortes (partidas) coletivas que serão subtituídas por espíritos mais elevados a atuarem sobre a nova Terra. São as crianças indigo e cristal.
Como já podemos observar, as crianças têm nascido cada vez mais inteligentes, contestadoras e brilhantes. Não seria esse, mais um sinal da renovação evolutiva do Planeta?
quinta-feira, março 11, 2010
Pregadas #4 - 2012
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2 É Mermada:
Um ponto me intrigou e não sei se saberá explicar. No post diz que a luminosidade do anel de Alcione não produz calor(se entendi bem). Então o acentuamento do efeito estufa na Terra, como derretimento das geleiras e até o tempo absurdamente quente tanto em Salvador como em Porto Alegre, não fazem parte de uma relação tão direta...com esse ciclo.
o aquecimento global e o derretimento das geleiras está relacionado com o efeito estufa, que tem mais relações com a emissão de gases que com o anel de alcione! Ou seja, há o lá e o cá!
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