Carlinhos Brown
Nome:
Antônio Carlos Santos de Freitas
Nome artístico:
Com o Brown de James e de H. Rap, dois ícones do funk e do soul nos anos 70, chamou-se Carlinhos Brown.
Idade:
47 anos.
Terra natal:
Cidade de São Salvador.
Iniciação Musical:
Iniciado pelo Mestre Pintado do Bongô, através dos instrumentos de percussão, aprendido e desenvolvido nas células rítmicas originadas dos terreiros de candomblé.
Atividades:
Multi-instrumentista, Cantor, Produtor, Artista Plástico e Agitador Cultural.
Começo Profissional:
Acredite se quiser, em 1979, seu primeiro trabalho profissional foi na banda de rock Mar Revolto. A partir daí tornou-se um dos instrumentistas mais requisitado da Bahia.
Com Luiz Caldas, fez parte em 1984 da banda Acordes Verdes.
No ano de 1985, fez parte da banda de Caetano Veloso no disco “Estrangeiro”. Já lançado como compositor, obteve destaque com a composição “Meia Lua Inteira”, tanto dentro, como fora do Brasil. Ainda no mesmo ano Caldas gravou sua primeira composição, Visão de ciclope, tendo tocado muito, nas rádios de Salvador.
Com outras composições obtendo sucesso através de outros interpretes da cidade, foi premiado com o troféu Caymmi. Na banda de nomes como João Gilberto, João Bosco e Djavan, participou de turnês internacionais.
Timbalada:
Na década de 90, promoveu-se nacionalmente e internacionalmente a frente da Timbalada. Grupo percussivo formado por jovens do Candeal, bairro onde o próprio nasceu. Apesar de não atuar mais como membro da banda, continua produzindo, foram 14 albúns até hoje. Em 1993, ganhou um importante prêmio pela revista Billboard na categoria: “Melhor CD produzido na América Latina”.
Solo & Parceiros:
A partir de 1996 deu pontapé inicial ao seu trabalho solo com o disco “Alfagamabetizado”. Disco este, que entrou para a lista do livro “1001 discos para ouvir antes de morrer”. Onde reúne opniões de 90 críticos reconhecidos internacionalmente.
No primeiro trabalho trouxe participações de Caetano, Maria Bethânia, Gilberto Gil e Marisa Monte. Esta última juntamente com Arnaldo Antunes tornou-se parceira no projeto Tribalistas. Lançando CD e DVD de muito sucesso, ganharam prêmios e chegaram a marca de 1 milhão de discos vendidos.
São computados 5 albúns solos. Além do “Alfagamabetizado”, temos: “Omelete Man”(1998), “Bahia do Mundo, Mito e Verdade”(2001), “Carlinhos Brown é Carlito Marrom”(2003) e “A gente ainda não sonhou”(2007).
Seus últimos trabalhos musicais são a participação no “Pode Entrar”, DVD de Ivete Sangalo, com a música “Quanto ao Tempo”; e o single “Earth Mother Water”, que é um apelo contra o consumo irresponsável e seus impactos ambientais.
Compondo:
No ano de 1985, Brown alcançou a marca de 26 músicas tocando simultaneamente nas rádios de Salvador. Era uma prévia do que viria em 2008, quando se tornou, segundo o ranking do ECAD (Escritório Central de Arrecadação e Distribuição), o vice-campeão em arrecadações de direitos autorais em shows no país. Ficando atrás somente de Chico Buarque. Quase todos os anos uma música sua está entre as preferidas do carnaval, tendo vencido prêmios com as músicas “Dandalunda”, “Rapunzel” e “Cadê Dalila?”.
Fora do universo do carnaval também se destacou com canções interpretadas por nomes de respeito na música popular. Entre eles estão Maria Bethânia, Gal Costa, Caetano Veloso, Marisa Monte, Nando Reis, Cássia Eller, Herbert Vianna. Saindo do popular, temos a banda de metal, Sepultura.
Cozinheiro Cultural e Social:
Além da Timbabala, criou grupos como:
Vai Quem Vem, participou de um cd de Sergio Mendes.
Bolacha Maria, grupo percussivo formados por mulheres.
Lactomia, reunia crianças carentes do Candeal que produziam seus instrumentos com material reciclado.
Hip Hop Roots, reiventavam a forma de tocar o surdo.
Candombless, reunindo nomes de destaque do candomblé e músicos populares, realizando uma mistura de músicas do terreiro com popular e eletrônica.
Museu Du Ritmo: Criado em 2007, foi o fruto do arrendamento de um casarão do antigo Mercado do Ouro, localizado na cidade baixa. Com o objetivo de se tornar um centro cultural. Hoje o local abriga diversos eventos organizados por Brown, desde o disputado ensaio da Timbalada ao Sarau do Brown, uma reunião das diversas formas da arte mesclado com outros eventos, como desfiles de moda. Cada noite termina com uma apresentação musical, sendo uma delas, em 2007, a única apresentação pública dos Tribalistas.
Suas contribuições sociais são notáveis analisando sua influência na vida da população carente amparada por seus projetos. Ele formou 5.000 percussionistas que hoje atuam pelo Brasil e pelo Mundo. Revitalizou o Candeal, através de projetos de urbanização e saneamento. Fundou em 2004, a Pracatum Ação Social, centro de referência em cursos de formação profissional em moda, costura, reciclagem, idiomas, e oficinas de capoeira, dança e de temáticas ligadas a cultura afro-brasileira, fazendo parte também uma escola infantil.Seus projetos tem como parceiros o Ministério da Educação, do Trabalho e a UNESCO.
No Mundo:
Conquistou popularidade e respeito, principalmente na Europa. Em países como Espanha, Itália, França e Alemanha. Na Espanha realizou o “Carnaval Movistar”, onde transformou diversas cidades do país, em Salvador, Bahia. Abrindo portas para outros artistas do carnaval baiano. A grandeza do seu trabalho pode ser mensurada com a realização do filme, “El Milagro Del Candeal”(2004). O filme retrata a comunidade do Candeal pelos olhos do músico cubano Bebo Valdés, em sua primeira visita à Bahia aos 83 anos e seu encontro musical com Brown. O filme ganhou o prêmio Goya, na Espanha, por “Melhor Canção Original”(Zambie Mameto).
Não podemos deixar de citar também, sua participação no filme norte-americano, “Velocidade Máxima 2” com a faixa "A Namorada" do seu primeiro CD, fazendo um show num cruzeiro no início do filme.
por Juan Cruz.
segunda-feira, dezembro 14, 2009
Êta, Bahia Porreta! #2
Postado por É Mermo às 23:23
Seção: Eta Bahia Porreta
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